Os preços mundiais do cacau, do café e do açúcar caíram novamente na sexta-feira (4), já que os mercados continuaram abalados pelas tarifas abrangentes do presidente dos EUA, Donald Trump, especialmente depois que a China retaliou com suas próprias taxas sobre as importações dos EUA.
Na última quarta-feira (2), Trump impôs uma tarifa de 10% sobre a maior parte das importações dos EUA e taxas muito mais altas, de mais de 50%, sobre alguns países, o que provocou uma liquidação mundial nos mercados acionários, já que nações como o Canadá e a China prepararam uma retaliação.
“Após essa medida, muitos fluxos comerciais dos produtores mais afetados agora entrarão em um labirinto para encontrar demanda em outros países”, disse o Rabobank em um relatório que advertiu que a nova demanda virá “a um custo de eficiência”.
O banco também disse que, à medida que o “dia da retaliação” se aproxima, os consumidores de café e chocolate dos EUA devem esperar produtos mais caros, já que o principal produtor de cacau, a Costa do Marfim, enfrenta uma tarifa de 21%, enquanto o segundo produtor de café, o Vietnã, enfrenta uma “humilhante” taxa de 46%.
Os futuros do cacau em Londres caíram 313 libras, ou 4,7%, para 6.370 libras por tonelada métrica na bolsa ICE, considerada uma referência de preço global, enquanto o cacau em Nova York caiu 8,4%, para US$ 8.512 a tonelada.
Além de consumir a maior parte do chocolate, os EUA também são o principal importador mundial de produtos processados de cacau, como manteiga, da União Europeia, Malásia e Indonésia, que agora enfrentam tarifas de 20%, 24% e 32%, respectivamente.




