Mulheres fazem ato contra absolvição de Daniel Alves em SP

Mulheres fazem ato contra absolvição de Daniel Alves em SP

Representantes de movimentos feministas de São Paulo protestaram, em frente ao Consulado Geral da Espanha, na capital paulista, nesta sexta-feira (4), contra a decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha que revogou a condenação do jogador Daniel Alves por violência sexual.

Segundo líderes do movimento, o protesto teve início às 7h, com o objetivo de denunciar casos de impunidade em processos sobre a violência contra mulheres e exigir justiça para a vítima.

O ato contra Daniel Alves e a justiça espanhola foi pacífico, além de abordar temas como o silenciamento de vítimas, a cultura do estupro e a cumplicidade do jogador Neymar, que pagou a fiança na Catalunha.

“Em tentativa de silenciamento as manifestantes, o consulado espanhol chamou a polícia militar com uma denúncia caluniosa de que as manifestantes estariam jogando tinta dentro do consulado – o que nunca ocorreu”, apontou em nota a Rede Feminista de Juristas

Durante o protesto, estiveram presentes representantes e lideranças dos principais movimentos feministas do estado, como da Rede Feminista de Juristas, Bancada Feminista do PSOL, além de representantes da pauta na esfera esportiva como o Loucas Por Ti Corinthians e o Coletivo Toda Poderosa Corinthiana.

“Os Movimentos feministas presentes consideram a absolvição escandalosa e temem um retrocesso na aplicabilidade da “Lei não se cale” e Lei “não é não”, no Brasil e na Espanha, através do descredito da população, comerciários, das vítimas e da própria justiça, bem como temem o aumento da subnotificação nesses tipos de crime.”, concluiu o coletivo.

O protesto também cobrou que as associações e entidades esportivas se pronunciem sobre o tema.

Em dezembro de 2022, o ex-lateral direito foi acusado de estuprar uma mulher em uma boate espanhola. Então, em 2024, Daniel foi condenado a cumprir quatro anos e seis meses de prisão.

No último mês, a Justiça da Catalunha anulou a condenação do jogador, que já aguardava, em liberdade provisória, o julgamento do recurso.

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