Tarifaço: CNA teme impacto “crítico“ ou “alto“ para 19 produtos do agro

Tarifaço: CNA teme impacto "crítico" ou "alto" para 19 produtos do agro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta quinta-feira (3) uma nota técnica em que analisa os efeitos do tarifaço de Donald Trump sobre as exportações do agronegócio brasileiro.

O impacto é considerado “crítico” ou “alto” para 19 produtos, como sebo bovino ou madeira perfilada, em que o mercado americano é predominante como destino dos exportadores brasileiros.

Nesses casos, segundo a CNA, haveria dificuldade em redirecionar as vendas para outros mercados. Não há, ainda, estimativa sobre valores.

“Antes do anúncio da medida, os produtos do agronegócio brasileiro contavam com alíquotas nominais médias de 3,9% do valor do produto. Com o acréscimo linear, estas taxas passarão a 13,9%, afetando a competitividade de artigos brasileiros”, afirma a entidade no estudo.

Para a CNA, os produtos mais afetados serão aqueles em que o Brasil é o maior fornecedor do mercado americano e não enfrenta concorrência relevante de outros produtores, sendo o único ou o principal afetado.

É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil responde por 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termoprocessada, com 63%; e do etanol, com 75%.

São situações em que a maior concorrência dos exportadores brasileiros é com os produtores americanos. Quando isso ocorre, a competitividade do Brasil nos Estados Unidos cairá dramaticamente.

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