A indústria brasileira reagiu com preocupação ao anúncio de tarifas adicionais de 10% sobre produtos exportados para os Estados Unidos, medida imposta pelo governo norte-americano, nesta quarta-feira (2).
Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que vai analisar detalhadamente os impactos das novas barreiras comerciais e intensificar o diálogo com autoridades e empresários dos EUA para minimizar os efeitos negativos sobre o comércio bilateral.
“Claro que nos preocupamos com qualquer medida que dificulte a entrada dos nossos produtos em um mercado tão importante quanto os EUA, o principal para as exportações da indústria brasileira. No entanto, precisamos fazer uma análise completa do ato. É preciso insistir e intensificar o diálogo para encontrar saídas que reduzam os eventuais impactos das medidas”, declarou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Para buscar soluções, a CNI liderará uma missão empresarial aos Estados Unidos na primeira quinzena de maio, reunindo-se com representantes do governo e do setor privado americano. O objetivo é discutir formas de facilitar o comércio e evitar medidas protecionistas.
“Reiteramos a disposição da indústria de contribuir com as negociações com os parceiros americanos. A missão empresarial estratégica para os EUA tem justamente o objetivo de aprofundar o relacionamento e discutir caminhos para fortalecer a cooperação e o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, afirmou Alban.




