Chegou o dia 2 de abril, que vem sendo chamado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “Dia da Libertação”, com expectativa de anúncio de uma série de tarifas recíprocas aos produtos importados.
Segundo o governo do republicano, a ação terá efeito global e imediato. E o Brasil não deve ficar de fora.
O movimento acontece em momento no qual as trocas entre os países batem recordes: as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 40,3 bilhões em 2024, maior patamar da história, mostram dados do governo federal.
As importações foram superiores: US$ 40,6 bilhões. Com isso, na relação, os Estados Unidos tiveram superavit comercial de US$ 283 milhões — automaticamente, este foi o déficit do Brasil.
Segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, publicado trimestralmente pela Amcham Brasil, o volume exportado também atingiu níveis inéditos, com 40,7 milhões de toneladas — crescimento de 9,9% em relação a 2023.
Os três principais itens da pauta de exportação do Brasil aos Estados Unidos são: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, produtos semi-acabados e outras formas primárias de ferro ou aço e aeronaves, incluindo suas partes.
Os produtos semi-acabados de aço, inclusive, já estão sobretaxadas pela Casa Branca desde o dia 12 de março, com tarifas de 25%.




