O projeto de lei da reciprocidade econômica (PL 2088/2023), aprovado pelo Senado nesta terça-feira (1), uniu governo e oposição em votação unânime de 70 votos no plenário da Casa.
Em uma manobra para evitar o prazo de recurso para análise em plenário, a ideia é que a Câmara possa apreciar de forma célere.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pontuou que o contexto demonstra que “nas horas mais importantes não existe Brasil de esquerda e nem de direita, existe apenas o povo brasileiro”.
“Nós, representantes do povo, temos que ter a capacidade de defender o povo acima de nossas diferenças, é isso que o povo espera de nós; que pensemos diferentes sim, mas não quando nosso povo está ameaçado, quando o povo pode correr qualquer tipo de perigo. Temos de nos unir porque antes de tudo, acima de tudo, está o povo. Tudo fica menor quando a referência é o povo, ninguém é dono do povo, ninguém pode falar pelo povo”, disse o presidente da Câmara.
“Não é hora de seguirmos ninguém, mas de agirmos com desprendimento político, sem qualquer tipo de mesquinhez e agir com altivez, mas sem falsos heroísmos. É hora de equilíbrio, de pragmatismo e de buscarmos acertar e não nos desviarmos para o erro fácil”, complementou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também ressaltou a união entre adversários políticos para a rápida aprovação do projeto, destacando que os debates na CAE foram conduzidos “sem nenhum viés ideológico ou partidário, mas a fim de preservar os interesses do estado brasileiro”. “Não é de um governo, não é de um partido, é de um país”, pontuou o parlamentar.




