A safra de soja do Brasil em 2024/25 foi estimada nesta terça-feira (1º) em recorde de 167,54 milhões de toneladas, mas com redução de cerca de 800 mil toneladas na comparação com a estimativa anterior, de acordo com levantamento da consultoria StoneX.
O tempo adverso no Rio Grande do Sul foi o principal responsável pela queda na estimativa, com corte de mais de 1 milhão de toneladas.
“Esse ajuste decorre das questões climáticas que atingiram o Estado, com a falta de chuvas, aliada a temperaturas elevadas, impactando as lavouras em fases chave de desenvolvimento”, disse a StoneX.
Outros Estados produtores, como o Mato Grosso, compensaram as perdas produtivas ao Sul, permitindo que o país colha uma safra 11,55% superior à temporada passada, quando o clima foi prejudicial em várias regiões.
A colheita nacional está caminhando para a reta final.
Já as exportações de soja do Brasil foram estimadas em 107 milhões de toneladas, estável na comparação mensal, mas bem acima das 98,8 milhões da temporada passada.
A produção total de milho foi estimada em 129,7 milhões de toneladas, com cortes nas estimativas da primeira e segunda safras. Até fevereiro, a StoneX estimava a produção brasileira em 130,86 milhões de toneladas.
Se confirmado, o Brasil poderia elevar sua produção do cereal em mais de 7% ante a temporada passada.




