Militares chineses anunciaram nesta segunda-feira (31) o início de exercícios conjuntos envolvendo seu exército, marinha, força aérea e força de foguetes, com o objetivo de “se aproximar“ de Taiwan a partir de “várias direções“, conforme comunicado divulgado na conta oficial de mídia social do Eastern Theater Command.
Os exercícios se concentram principalmente em patrulhas de prontidão para combate marítimo-aéreo, tomada conjunta de superioridade abrangente, ataque a alvos marítimos e terrestres e bloqueio em áreas-chave e rotas marítimas, visando testar as capacidades de operações conjuntas de suas tropas, informou o comunicado.
“É um aviso severo e uma dissuasão vigorosa contra as forças separatistas da ‘Independência de Taiwan’, e é uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China“, afirmou o Exército de Libertação Popular na declaração.
A China reivindica o território da democracia autônoma de Taiwan e prometeu assumir o controle da ilha, inclusive pela força, se necessário. O presidente taiwanês, Lai Ching-te, afirma que apenas o povo pode decidir o próprio futuro.
Nos últimos anos, os militares chineses têm aumentado as patrulhas regulares, bem como os exercícios militares no ar e nas águas ao redor da ilha.
No início do mês, o Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que a China fará o máximo esforço para realizar a “reunificação pacífica“ com Taiwan, mas tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar a integridade territorial chinesa.
O país está “disposto a fazer o máximo para lutar pela perspectiva de reunificação pacífica com a maior sinceridade“, informou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, quando questionada sobre os comentários de Wang sobre Taiwan.
Nos últimos anos, Pequim aumentou a pressão militar contra a ilha, incluindo a realização de várias rodadas de jogos de guerra, mantendo viva a perspectiva do uso da força para colocar Taiwan sob seu controle.




