Zé Neto, 35, da dupla com Cristiano, compartilhou seu relato sobre o período de depressão durante uma conversa online com Frei Gilson, nesta quinta-feira (27). O sertanejo revelou que estava “se destruindo“ através do abuso de álcool, medicamentos e excesso de trabalho.
“Eu estava viciado em tudo que me tirava de mim. Eu queria fazer qualquer tipo de negociação para sair de mim. Então, eu usava muita bebida e muitos remédios, muitos medicamentos, cigarro eletrônico — que foi, eu acho que, de tudo que eu fiz, é o que mais me arrependo. Até hoje ainda pago o preço, mas estou, graças a Deus, sendo restituído”, disse ele.
Durante a entrevista com o religioso, Zé Neto mencionou ter transformado seus hábitos pessoais. “Eu achava que tinha uma alegria quando estava fazendo aquilo, mas, na realidade, eu estava me destruindo. Então hoje a minha vida é outra. Meus prazeres, na verdade, são ficar com a minha família, ir à missa, brincar com meus filhos. Eu acho que isso é o que realmente importa. O resto, é só o resto”, contou.
De acordo com Zé Neto, seus excessos também se estendiam ao trabalho. A dupla chegou a interromper a agenda de shows por três meses devido ao seu quadro depressivo. “Chegou um tempo na minha vida que estava tão pobre que só tinha dinheiro. Meu nome era trabalho e sobrenome extra. Cheguei a fazer 33 shows no mês, uma coisa desumana. Sempre buscando mais e mais”, afirmou.
“Minha vida começou a mudar quando coloquei Deus no centro. Hoje a minha rotina de show, não faço mais do que três por semana e meu domingo é inegociável, meu domingo é para Deus”, concluiu o músico, que contou com o apoio da esposa para enfrentar seus problemas de saúde mental.




