Julgamento sobre revista íntima é suspenso e será pautado em abril

Julgamento sobre revista íntima é suspenso e será pautado em abril

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, suspendeu nesta quinta-feira (27) o julgamento sobre a constitucionalidade da revista íntima para visitantes em presídios.

Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino sugeriram alterações ao relatório de Edson Fachin, levando os magistrados a concordarem com a suspensão da sessão para que o relator possa analisá-las e, possivelmente, incorporá-las ao texto.

De acordo com Barroso, o julgamento será pautado novamente na próxima quarta-feira (2).

Dino manifestou preocupação com o trecho do relatório que considera ilícitas as provas obtidas por revista íntima. Ele sugeriu que a validade dessas provas seja avaliada caso a caso pelo Judiciário.

Moraes se posiciona contra a proibição geral da revista íntima. Para ele, caso existam alternativas como scanners ou raios-X, esses devem ser os meios preferenciais. No entanto, na ausência ou ineficácia desses recursos, ele propõe que a revista seja permitida, desde que realizada por profissionais do mesmo gênero do visitante.

Em casos de exames invasivos, a preferência é que sejam conduzidos por profissionais da área da saúde. Em todo caso, na visão de Moraes, a revista íntima deve estar condicionada à concordância do visitante.

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