Governo avalia novo leilão de petróleo para arrecadar mais R$ 30 bi em 2025

Governo avalia novo leilão de petróleo para arrecadar mais R$ 30 bi em 2025

O governo vislumbra a possibilidade de arrecadar mais de R$ 30 bilhões com um novo leilão de petróleo, uma iniciativa até então não divulgada ao mercado, com potencial para ocorrer ainda neste ano.

A proposta em análise envolve a oferta do óleo excedente em áreas não contratadas do pré-sal, especificamente nos campos de Tupi, Mero e Atapu, todos sob o regime de partilha.

O plano foi apresentado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e está atualmente sob avaliação do Ministério da Fazenda.

Segundo fontes governamentais, para viabilizar o leilão no segundo semestre e assegurar receitas adicionais para o resultado primário de 2025, seria imprescindível a aprovação do Comitê Nacional de Política Energética (CNPE), bem como a tramitação de um projeto de lei no Congresso Nacional nos próximos meses.

Essa operação assemelha-se aos leilões de excedentes do contrato de cessão onerosa realizados em 2019 e 2021, nos campos de Búzios, Sépia, Itapu e Atapu.

A informação, divulgada inicialmente pela Folha de S. Paulo, foi confirmada por fontes distintas, que estimaram a arrecadação potencial da oferta das áreas em até R$ 35 bilhões.

O orçamento de 2025, recentemente aprovado pelo Congresso Nacional e aguardando a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabelece um superávit primário de R$ 15 bilhões.

Contudo, grande parte do mercado considera essa projeção excessivamente otimista, antevendo dificuldades para o governo atingir a meta estabelecida.

Assim como nos leilões de excedentes da cessão onerosa, a probabilidade de ausência de petróleo nessas áreas não contratadas é virtualmente nula, dado que já existe exploração regular, o que caracteriza o empreendimento como de baixíssimo risco.

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