Congressistas aliados do governo Lula avaliaram nesta quarta-feira (26) como uma vitória da democracia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas no inquérito sobre o plano de golpe.
Integrantes da oposição, no entanto, questionaram a análise da Corte e afirmaram que o julgamento foi “político”.
A Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado “núcleo crucial” da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
“Eles são réus por tentativa de golpe de Estado! Mas isso não basta! O povo brasileiro exige punição exemplar! Quem atenta contra a democracia precisa pagar com o rigor da lei! Que a Justiça avance sem medo, sem conivência, sem demora!”, afirmou o líder do PT no Senado, o senador Rogério Carvalho (SE) no X (antigo Twitter).
Deputada licenciada e atual ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann afirmou que “é muito significativo que esta decisão tenha sido tomada à luz dos fatos apresentados na denúncia da PGR, no curso do devido processo legal, com garantia ampla do direito de defesa aos acusados”. Segundo ela, tudo transcorreu “no Estado Democrático de Direito que os réus tentaram abolir”.
O andamento do processo também foi comemorado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE): “Bolsonaro se torna réu no STF por tentativa de golpe, um passo importante para o fortalecimento da democracia e para mostrar que todos estão sujeitos à justiça”, escreveu em publicação no X.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, comemorou a decisão da Suprema Corte. “Bolsonaro virou réu. A justiça está sendo feita. Dia histórico”, escreveu em publicação no X.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que o julgamento trata sobre a “resistência da democracia brasileira”. “Para que no nosso país e no mundo ditaduras não sejam esquecidas e para que nunca mais aconteça”, publicou no X.




