O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, acompanhou o ministro Alexandre de Moraes e votou para manter a delação do tenente-coronel Mauro Cid. O depoimento foi mantido por unanimidade.
“Nesse momento, não é o momento próprio. Vejo com muita reserva 9 delações de um mesmo colaborador cada hora acrescentando uma novidade. Mas me reservo a analisar ilegalidade ou ineficácia dessa delação no momento específico”, disse Fux.
Homologado em 2023 pelo STF, o acordo de colaboração premiada do militar embasa a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Bolsonaro, além de outros 33 acusados.
A defesa do ex-mandatário pediu que os depoimentos de Cid fossem excluídos da ação.
De acordo com o advogado do ex-mandatário Celso Vilardi, a defesa não teve acesso à “completude da mídia das provas” que basearam a denúncia da PGR e a investigação da Polícia Federal (PF).
“É verdade que todos os elementos estão nos autos, a conversa de Cid está nos autos, o que não está é a completude da mídia”, disse.
A defesa do militar afirmou que Cid “serviu à Justiça” ao realizar a delação premiada que embasou parte da investigação sobre um plano de golpe em 2022.
“Cid é o colaborador, ele apenas serviu à Justiça. Trouxe à sua contribuição, a sua parcela de contribuição, para orientar e informar, simplesmente isso”, destacou o advogado Cezar Bitencourt.
Ainda nesta terça-feira (25), Fux divergiu de Moraes quanto à análise do caso pela Primeira Turma da Corte, e votou para que ele fosse analisado pelo plenário.




