Dólar sobe com decisões de BCs e incertezas comerciais; bolsa fica estável

Dólar sobe com decisões de BCs e incertezas comerciais; bolsa fica estável

O dólar à vista tinha alta ante o real nesta sexta-feira (21), mas estava a caminho da terceira queda semanal consecutiva, à medida que os investidores ajustavam suas posições e realizavam lucros em sessão de agenda esvaziada e ao fim de uma semana marcada por decisões de bancos centrais e incertezas geopolíticas.

Às 12h48, o dólar à vista subia 0,78%, a R$ 5,7241 na venda.

No mesmo horário, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 0,03%, a 131.910,47 pontos.

Na quinta-feira (20), o dólar à vista fechou em alta de 0,49%, a R$ 5,6763.

O destaque da semana foi a reunião do Federal Reserve, que manteve a taxa de juros inalterada na quarta-feira e reforçou sua projeção — segundo a mediana das previsões dos membros — de que cortará os juros mais duas vezes até o fim do ano.

Em coletiva de imprensa após a decisão, o chair Jerome Powell voltou a dizer que o banco central dos Estados Unidos não tem “pressa” para reduzir os juros, mesmo diante do reconhecimento pela própria instituição de que o país deve crescer menos em 2025 do que o esperado anteriormente.

Essas sinalizações fortaleceram a divisa dos EUA no exterior, com o dólar recuperando algumas das perdas recentes acumuladas antes seus pares fortes e emergentes. Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 0,49% no Brasil, a R$ 5,6763.

Um dia antes, a divisa norte-americana havia fechado em R$ 5,6486, a menor cotação desde 14 de outubro de 2024, quando terminou em R$ 5,5827.

No início da semana, o apetite por risco dos investidores marcou as negociações nos mercados globais, uma vez que os agentes passaram a demonstrar maior otimismo pelo fim da guerra na Ucrânia, após telefonema na terça entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin.

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