O deserto do Atacama, no Chile, recebe anualmente 39 mil toneladas de roupas de grife descartadas pela indústria da moda, formando um lixão a céu aberto.
A estratégia das marcas para se livrar de seus excessos tornou-se um problema ambiental grave, poluindo o solo, ameaçando a diversidade e podendo causar incêndios.
No ano passado, as ONGs Deserto Vestido e Fashion Revolution realizaram o Atacama Fashion Week, um desfile de moda em meio ao lixão, chamando a atenção para o problema.
Em 2025, as organizações criaram uma loja virtual para “comprar“ peças do lixão e recebê-las em casa.
As roupas de grifes prestigiadas são oferecidas gratuitamente, mas os interessados pagam o frete.
“Uma calça de grife na loja custa R$ 1.200, mas sai por R$300, que é o custo do frete, higienização e embalagem.
Quem compra ajuda a limpar o deserto e a roupa chega com um carimbo”, conta o publicitário Rodrigo Almeida Monte, da Artplan, agência brasileira que criou o projeto.




