As taxas dos DIs fecharam a terça-feira (18) em baixa com investidores ajustando posições antes da decisão do Banco Central sobre a Selic, na quarta-feira (19), em meio à perspectiva de que o ciclo de alta de juros no Brasil possa terminar antes do esperado.
O recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior, antes da decisão de quarta-feira do Federal Reserve sobre juros, também justificou a baixa das taxas futuras longas no Brasil.
No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,735%, ante o ajuste de 14,74% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,425%, ante o ajuste de 14,47%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,38%, em baixa de 8 pontos-base ante 14,457% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,41%, ante 14,478%.
As taxas futuras foram perdendo força gradativamente ao longo da manhã no Brasil e se firmaram em baixa durante a tarde, em movimento semelhante ao visto no mercado de câmbio, onde o dólar também firmou perdas ante o real na segunda metade do dia.
A baixa das taxas dos DIs também acompanhava a perda de força dos yields dos Treasuries, que se firmaram no negativo à tarde.
Para Laís Costa, analista da Empiricus Research, o fechamento da curva a termo brasileira nesta terça-feira esteve ligada à expectativa de interrupção do ciclo de altas da taxa básica Selic, hoje em 13,25%, antes do esperado.
“Está virando consenso, principalmente por conta da performance positiva do real nos últimos dias, de que isso (o câmbio) vai bater na inflação em algum momento”, pontuou Costa, acrescentando que isso tende a minimizar o risco do câmbio para a alta da inflação.




