Aos 21 anos, Wesley está realizando o sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez. Destaque no Flamengo e alvo de ofertas de clubes europeus, o lateral-direito chegou a desistir da carreira de jogador aos 16 anos, após ser reprovado em testes no Figueirense e no Tubarão. A trajetória serviu como força para superar os momentos difíceis também no atual clube.
“A minha força foi minha história de vida. Há um tempo atrás eu tinha pensado em desistir do futebol. Eu pensei: “Vou desistir agora? Já cheguei até aqui. Não vou desistir, não.” Tinha que arrumar um jeito de sair daquilo. Botei isso na minha cabeça, acordava todos dias motivados e feliz, mesmo com todos me xingando. Graças a Deus, consegui fazer esse cenário mudar”, afirmou.
Atualmente, Wesley é um dos principais nomes da equipe de Filipe Luís. As características ofensivas fazem o camisa 43 destacar-se e despertar a atenção de clubes do exterior. A direção do Flamengo, que já recusou ofertas pelo atleta, já trabalha com a possibilidade de vendê-lo na próxima janela de transferências.
Sua estreia entre os profissionais aconteceu em 2021 e, atualmente, o camisa 43 já alcançou 120 atuações pela equipe principal. Desde 2023, tornou-se opção regular e, sob comando de Filipe Luís, tem demonstrado grande evolução, sendo convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez.
O início no Flamengo, contudo, teve momentos difíceis, com o lateral-direito sendo bastante criticado por parte da torcida e opinião pública até a consolidação na última temporada.
Em entrevista à CBF, Wesley também contou como foram os primeiros passos no futebol até chegar ao Ninho do Urubu, lembrando do momento em que chegou a desistir da carreira.
“Sai do Maranhão com um ano de idade e fui para Florianópolis, onde fiquei 16 anos. Comecei na escolinha com oito anos. Com 12, 13 anos, fui reprovado três vezes no Figueirense e uma no Tubarão. Treinei mais um ano com meu empresário antes de ser aprovado no Figueirense, no começo de 2018″, iniciou Wesley.
“Na metade de 2018, fui para o Tubarão. Ai veio a Covid-19. Pensei: ‘Logo na minha vez.’ Quando fui aprovado, acabou o futebol na minha cabeça. Já tinha entregado. Falei com a minha família, tinha parado de jogar futebol e trabalhei com minha no restaurante. Ajudei no estacionamento, com 16 anos”, seguiu.




