Governo amplia R$ 18 bi no Minha Casa, Minha Vida no Orçamento de 2025

Governo amplia R$ 18 bi no Minha Casa, Minha Vida no Orçamento de 2025

Em um novo ofício enviado ao relator do orçamento, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), nesta terça-feira (18), o governo pede uma nova ampliação de recursos para o Minha Casa, Minha Vida na peça de 2025, e prevê R$18,13 bilhões para o programa este ano.

O Ministério do Planejamento já havia enviado um documento, em 14 de março, prevendo R$ 629,9 milhões para financiamentos na Faixa 1 do programa. A nova versão desta terça, amplia R$ 3,76 bilhões para a Faixa 3.

Além disso, foi mantido o reforço de R$ 14,37 bilhões em operações de crédito para moradia na mesma faixa, garantindo um volume maior de investimentos no setor.

Os valores virão do remanejamento do Fundo Social do pré-sal, que é abastecido com dinheiro dos royalties do petróleo. Uma medida provisória (MP) publicada no início deste mês pelo governo incluiu entre as possibilidades de destinação destes recursos “habitação de interesse social”.

A medida servirá como uma poupança para quando o governo criar a extensão do MCMV para quem ganha até R$ 12 mil. A ideia, segundo fontes, é criar uma faixa 4 do programa que atualmente tem apenas três patamares e atende àqueles com renda mensal de até R$ 8 mil.

Além do Minha Casa, Minha Vida, outras áreas do orçamento passaram por ajustes:

Educação: o primeiro ofício previa um corte de R$ 3 bilhões nas escolas em tempo integral. O valor foi reduzido para R$ 1,27 bilhão, amenizando o impacto na expansão desse modelo educacional.

Saúde: no documento anterior, a redução no Piso de Atenção Primária era generalizada. Agora, os cortes foram redistribuídos entre os estados, ajustando a alocação dos recursos.

Infraestrutura social: os investimentos foram mantidos em R$ 3,13 bilhões, sem alterações.

Pronampe: o governo reforçou em R$ 535 milhões o Fundo Garantidor de Operações, sem mudanças entre os ofícios.

Telebras: no novo documento, o governo incluiu a manutenção do contrato de gestão da estatal no orçamento do Ministério das Comunicações, o que não constava na versão anterior.

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