O cessar-fogo em Gaza foi interrompido nesta terça-feira (18) pela manhã (horário local), com Israel realizando ataques aéreos no território e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometendo usar “força militar crescente” contra o Hamas.
Os bombardeios noturnos atingiram vários locais em Gaza, matando mais de 320 pessoas, conforme autoridades palestinas. Foram os ataques mais extensos desde que um cessar-fogo de meses entrou em vigor, com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarando: “Esta noite voltamos a lutar em Gaza”.
A trégua entre Israel e o Hamas já estava em risco, tendo terminado há mais de duas semanas e com todos os lados em desacordo sobre um caminho a seguir que pudesse levar à libertação dos reféns israelenses restantes e garantir uma paz permanente.
A agência militar e de segurança de Israel informou que estava “atualmente conduzindo ataques extensos” contra alvos do Hamas em Gaza.
Em resposta, o Hamas acusou Netanyahu de decidir anular o acordo e “colocar os prisioneiros em Gaza em risco de um destino desconhecido”.
Pelo menos 326 pessoas foram mortas e mais de 440 ficaram feridas na nova onda de ataques israelenses, de acordo com o Ministério da Saúde palestino em Gaza.
“Foi absolutamente horrível”, disse o Dr. Razan Al-Nahhas, médico voluntário da organização Humanity Auxilium no Hospital Al-Ahli na Cidade de Gaza. “Várias explosões em apenas alguns minutos, uma após a outra”.




