O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou ataques militares em larga escala contra os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, no sábado (15), em resposta aos ataques do grupo contra navios no Mar Vermelho, resultando na morte de pelo menos 31 pessoas no início de uma campanha que pode durar muitos dias.
Trump também alertou o Irã, principal apoiador dos Houthis, sobre a necessidade de interromper imediatamente o apoio ao grupo, afirmando que, se o Irã ameaçar os Estados Unidos, “a América os responsabilizará totalmente e não seremos gentis sobre isso!“
O principal comandante da Guarda Revolucionária do Irã reagiu neste domingo (16), declarando que os Houthis são independentes e tomam suas próprias decisões estratégicas e operacionais.
“Advertimos nossos inimigos que o Irã responderá de forma decisiva e destrutiva se eles colocarem suas ameaças em prática“, disse Hossein Salami à mídia estatal.
Os ataques em andamento representam a maior operação militar dos EUA no Oriente Médio desde que Trump assumiu o cargo em janeiro, ocorrendo em um momento em que os Estados Unidos aumentam a pressão de sanções sobre Teerã, buscando levá-lo à mesa de negociações sobre seu programa nuclear.
“Para todos os terroristas Houthis, SEU TEMPO ACABOU, E SEUS ATAQUES DEVEM PARAR, COMEÇANDO HOJE. SE NÃO PARAREM, O INFERNO CAIRÁ SOBRE VOCÊS COMO NADA QUE JÁ VIRAM ANTES!“, Trump postou em sua plataforma Truth Social.
Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 101 ficaram feridas nos ataques dos EUA, a maioria mulheres e crianças, disse Anees al-Asbahi, porta-voz do Ministério da Saúde administrado pelos Houthis, em um balanço atualizado neste domingo.
O gabinete político dos Houthis descreveu os ataques como um “crime de guerra”.




