Governei num tempo difícil depois de um regime autoritário. A Democracia — e quem diz Democracia diz Liberdade — tinha que ser implantada como fundamento da vida republicana.
A tragédia da morte de Tancredo pairava no coração de todos os brasileiros. Substituí-lo, tarefa quase impossível. A ameaça da deposição e do retrocesso não deixaram de rondar o meu mandato.
Deixei o governo, em 1990, com o País pacificado, sem nenhuma prontidão militar, com os militares voltando aos quartéis, os partidos clandestinos, à legalidade, com anistia para os sindicatos.
Deixamos uma Constituição aprovada, com o avanço democrático de assegurar em sua plenitude a Cidadania. Tendo convocado a Constituinte, implantamos, com a Constituição de 1988, um conjunto de direitos individuais e coletivos.




